Vídeos sobre Pitangui ganham exibições em diferentes cidades e estados. Ação é iniciativa de quatro amigos com objetivo de divulgar a história local.

Trecho do vídeo “Pitangui Tricentenária” mostra Cristo Redentor da cidade (Foto: YouTube/Reprodução)

 

Documentário sobre Pitangui é exibido no Cineclube
Olaria, em BH (Foto: Daqui de Pitangui/Divulgação)

Em 2015 o município de Pitangui completa 300 anos e para celebrar a data, quatro amigos buscam formas de exibir, em diferentes cidades, pequenos filmes sobre a sétima vila do ouro de Minas Gerais. Na última semana a apresentação aconteceu no Cineclube Olaria, na Estação Ecológica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. Outro município que já recebeu a mostra foi Brasília, no Distrito Federal.

Um dos responsáveis pela iniciativa é o turismólogo Leonardo Morado, que nasceu em Pitangui, mas vive na capital do Brasil e edita um blog sobre a histórica cidade mineira. “São filmes curtos, alguns em formato de documentário, que abordam diversos aspectos do município. Além de colocá-los na internet, para que todos possam assisti-los de qualquer parte do mundo, também promovemos exibições em cidades onde vivem outros pitanguienses. Eles comparecem levando familiares e amigos, o que aumenta a circulação de conhecimento sobre a cidade”, explicou.

Leonardo Morato ressalta que todas as exibições são organizadas pelos editores do blog, sem qualquer apoio financeiro de órgãos públicos ou empresas. “O objetivo é contribuir para evidenciar as comemorações do tricentenário de Pitangui, abordando sobre os patrimônios culturais da cidade, os aspectos musical, étnico social e histórico religioso”, disse o turismólogo.

Documentários

Trecho do documentário Pitanguienses em Brasília
(Foto: YouTube/Reprodução)

A principal atração da mostra é o documentário “Pitanguienses em Brasília: Histórias, Lembranças e os 300 Anos”coproduzido pela equipe do blog e com duração de 46 minutos. O filme foi idealizado pelo próprio Leonardo Morato e William Santiago e presta homenagem a Pitangui por meio de depoimentos de conterrâneos que vivem na capital federal.

Em uma relação de espaço e tempo, o vídeo começa na terra natal, onde três pioneiros na construção de Brasília falam brevemente de experiências marcantes. Depois de apresentar um paralelo de imagens das duas cidades, a trama viaja ao Planalto Central onde os amigos se encontram, falam de suas histórias, dos 300 anos e do documentário que já acontecia naquele momento.

Após três blocos de entrevistas onde histórias são apresentadas, a narrativa retorna a Pitangui ao som da música “Bacolêlê”, de autoria e execução de músicos da terra. “Neste trabalho amador, que se assemelha a um texto dissertativo com introdução, desenvolvimento e conclusão valoriza-se a 7ª Vila do Ouro das Gerais e dois fatores se destacam: o canto dos pássaros, presente nas entrevistas e em um poema; e a relação entre Pitangui, Belo Horizonte e Brasília, em um perfeito triângulo equilátero, como o da bandeira de Minas”, explicou Morato.

Trecho de Bacolelê, que mostra canção sobre a cidade (Foto: YouTube/Reprodução)

Outro destaque das mostras sobre Pitangui é o vídeo “Bacolelê”, que também remete à uma canção escrita pelos pitanguienses Reinaldo Rohr, Jonba Freitas e William Santiago. Na voz e violão, Denio Caldas e Reinaldo Rohr.

Já o vídeo “Pitangui Tricentenária” lança olhares sobre a religiosidade do povo da cidade por meio do registro de algumas celebrações, manifestações de fé e do sincretismo cultural. A trilha sonora inclui “Grande Anganga Muquichi”, interpretada por Maurício Tizumba.

Também fazem parte da mostra dois filmes produzidos durante a oficina de documentários da Segunda Mostra de Cinema de Pitangui, realizada em 2013. “Rio Pará” apresenta relatos de pessoas que vivem às margens do rio de mesmo nome e  “Quilombo de Veloso” que mostra a realidade de moradores do povoado rural de Veloso, descendentes de quilombolas. “Todas estas exibições têm Pitangui como pano de fundo. Levando as histórias da cidade a outros lugares, contribuímos para a difusão de conhecimento sobre uma das mais importantes cidades de Minas Gerais e, por consequência, do Brasil”, finalizou Leonardo Morato.

Fonte: G1