daqui de pitangui

Sob a luz da História os hábitos, as práticas, os costumes e as expressões verbais passadas de  geração a geração têm uma origem, uma razão de ser. Também com base na historiografia as igrejas  seculares devem ser interpretadas não só como templos religiosos ou locais de nossa fé, mas também  como patrimônio cultural. As capelas e igrejas antigas são marcos testemunhais dos primórdios da  cidade, como podemos comprovar no relato abaixo, sobre a ocupação do solo mineiro:

“A penetração e o povoamento se fizeram à custa de sacrifícios e soluções fugazes. No início as lavras deram origem a ranchos e casebres de sapé. Sítios e fazendas foram sendo instaladas. Depois, formaram-se pequenos povoados e arraiais, que então, mais devagar, se transformaram em vilas e cidades. Começando por modesta capelinha, segundo a primitiva tradição romana, os moradores construíram no decorrer dos anos belíssimas igrejas, orgulho ainda hoje das novas gerações. (…) Foi essa, igualmente, a gênese das futuras cidades de Sabará e Ouro Preto, onde laboraram Manoel de Borba Gato, os Pedroso de Barros e os Silva Bueno, e também em Pitangui. Esta, graças aos descobrimentos de Antônio Rodrigues de Arzão e dos irmãos Campos Bicudo, um dos quais, José, foi Juiz Ordinário da Vila. (…) Ao lado da função religiosa, recebiam depois o marco civil, representado pelo Pelorinho, sendo oficializado, então”. (SALVADOR, Pág. 21. 1992).
Fonte: SALVADOR, José Gonçalves. Os Cristãos-Novos em Minas Gerais durante o Ciclo do Ouro (1695 – 1755) – Relações com a Inglaterra. Biblioteca Pioneira de Estudos Brasileiros. São Paulo 1992.